& – Post #4

•janeiro 8, 2009 • Deixe um comentário

“…já não havia nada, só imaginação bastava…”

Oca

oco tempo,
passa tarde cedo,
impaciente despertar
esperar pacientemente
panes & obstáculos
travada mente,
pés descalços,
choros & roncos,
desarmados ao remoto
encontro & desencontro
parabólico virtual na
eternatarde de sol,
no eternodia de chuva,
na eternanoite calada,
na eternasurdacegamuda
estamos desavisos,
desarmados de sorrisos
alertas aos sinos & gritos,
enclausurados em pânico,
fantasiando & colhendo
frutos brotados
em cimento.

QueriAlone – Post #3

•janeiro 7, 2009 • Deixe um comentário

“… chovia em Santa Catarina e para Mario não havia mais nada
além do seu dinheiro contado que levaria pra Salvador…”

SolOne

vastas as relações,
intrapessoais, interpessoais,
até na solidão que assola, é
possível criar uma rede de
amizades isoladamente.
não aguentava mais ela
ao telefone, a mensagem no celular,
o porteiro do estacionamento,
o entregador do gás, são todas
plenas, relações acidentais,
obrigatórias como tais,
sem possibilidades de negação,
inacessível por Deus, mas era
só Eva e Adão, hoje somos tantos
carregando não só maças, mas arvóres,
cobras e todos os pecados pré-fabricados,
original que nada, a gente contrai ao sair por aí
sendo alvo dos famosos “tá quente lá fora” ou dos
“ih, esfriou” – as moças colhendo elogios sexistas
e os idosos sofrendo pela má educação.
todo mundo é livre demais, é fácil falar,
jogar o outro ribanceira abaixo, olhar e escrachar,
difícil mesmo é respeitar o íntimo e individual,
não existe segurança na invasão dos sentidos,
ameaçamos e ameaçados somos, o tempo todo,
através dos cinco.
patologia sociais causam doenças emocionais
que acarretam em abalos profissionais que buscam
desafios reais interpessoais fora do mercado
de trabalho, à venda em qualquer esquina,
mas free naquela sujeita escondida
atrás de uma bolha de sabão.
vastas são as relações.

Ghosts – Post #2

•janeiro 6, 2009 • Deixe um comentário

“… se toda plena verdade foi gritada aos ouvidos, não me restam dúvidas, daquela boca só saíam mentiras…”

Fantasmas Púbicos

vultos coletivos possuem rostos
ferem sono, causam guerras
silhuetas e sombras estão fora de moda
toda plena explícita forma, apavora, envenena,
por dentro e por fora – que penumbra que nada!
moldes bem iluminados, estampam abdomêns,
tetas, rolas e bocetas, em máxima escala,
na altura dos olhos, sem tarjas proíbitivas
na consciência pornintrospectiva.
todos os buracos abertos a receber sinais,
todas as antenas eretas há perceber ondas,
todo alvo é púbico e tudo público-alvo.

Post #1

•janeiro 5, 2009 • 1 Comentário

“…nem sempre a continuidade é dada aos mesmos passos…”

Assim, recomeçar era preciso.

José teve medo antes do medo intervir, nem se quer ouvira um balbuciar da mente; os olhos arregalavam, eterno frio na barriga, gélidas fantasias, e nada era real.

- Faltam cinco dias.

E nada de desacreditar, a cada minuto secular do relógio, o temor aumentava, o tremor apavorava e as pessoas ao redor “não é nada, não é nada”

- No mínimo três horas pra terminar um dia, o hoje.

Hoje

Ô Gê, tenho medo que seja você!
É! Assim…
tão diferente de mim.
Sabe Gê, não sei porquê,
mas eu gostaria muito de poder
exterminar você.
Fazer você sumir,
não mais existir.
O ontem, foi bom,
e o amanhã talvez
mas hoje, vai embora,
não quero mais saber,
não quero o Gê por perto,
nem de mim e nem de ninguém.

 
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